Foco no Autor – Clodoaldo Bueno

Clodoaldo Bueno é Mestre e doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP), Livre-docente e Professor Titular da UNESP (Universidade do Estado de São Paulo).

Professor Visitante da Universidade de Brasília. (1994-5). Professor visitante do Instituto de Estudos Avançados da USP (1997-9). Atualmente integra o Departamento de História da UNESP – campus de Assis. Membro permanente do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo. Vice-coordenador acadêmico do Instituto de Estudos Econômicos Internacionais da UNESP.

Docente do Programa de pós-graduação em Relações Internacionais “San Tiago Dantas” da UNESP-UNICAMP e PUC/SP, sediado em São Paulo.

Bueno é Membro da CHIR (Comission of History of International Relations), sediada em Paris-Milão.

Entre suas publicações, destacam-se os livros A República e sua política exterior (1889 a 1902) (São Paulo: Editora da UNESP; Brasília: FUNAG, 1995, 377 p.); Política externa da Primeira República – Os anos de apogeu – de 1902-1918) (São Paulo: Paz e Terra, 2003, 506 p.); História da política exterior do Brasil (Brasília: Ed.UnB, 4ª ed. 2011, 595 p.), este em co-autoria com Amado Luiz Cervo. Participou de eventos internacionais em Amsterdam, Buenos Aires, Cidade do México, Córdoba (Argentina), Mendoza, Paris, Oslo e Sydney. Além de citações em obras publicadas no exterior, publicou textos em Tóquio, Buenos Aires, Paris, Quito e Assunção.

O artigo que Clodoaldo Bueno publica na RBPI 1/2012, intitulado O Barão do Rio Branco no Itamaraty (1902-1912), põe em perspectiva o legado do Barão do Rio Branco à frente da Política Externa Brasileira. Os cem anos do fim da gestão do Barão do Rio Branco no Ministério das Relações Exteriores do Brasil coincidem com um momento politicamente propício para se revisitar o legado do patrono da diplomacia brasileira, em especial o referente aos Estados Unidos e ao Prata, os dois principais eixos das relações externas do País. Examinam-se o teor das relações com a potência hegemônica do hemisfério e o caráter oscilante daquelas com a Argentina. A partir de fontes primárias e bibliográficas, o autor procura demonstrar que Rio Branco, além do fechamento dos limites do território nacional, firmou tendências e procedimentos que se incorporaram à tradição da diplomacia brasileira, analisando, para isso, a função do alinhamento Rio de Janeiro-Washington no conjunto da política externa do chanceler e o padrão das relações com o governo argentino, fatores que influenciaram seus movimentos no entorno geográfico. A política de prestígio desenvolvida por Rio Branco decorreu da aspiração em diferenciar seu país do conjunto de nações do segmento sul do hemisfério, identificadas com convulsões políticas e insolvência financeira.

 
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