Na RBPI 2/2012 – O Barão do Rio Branco no Itamaraty (1902 – 1912)

Este ano, em que se rememora o falecimento do barão do Rio Branco, é oportuno revisitar o legado do patrono da diplomacia brasileira, até porque seu país movimenta-se no contexto regional de forma diversa de sua tradição, embora a América do Sul de hoje possua alguns traços conjunturais formalmente semelhantes àqueles da primeira década do século XX
Rio Branco pensou e agiu como um geopolítico, mas guiado pelo senso de observação, instinto e faro político. Leu o contexto internacional apegado à concretitude dos fatos e despreocupado em traduzir para seus atos de política externa idéias então em circulação no Ocidente, como o Destino Manifesto, a superioridade de raça ou a importância da guerra como elemento de coesão nacional. Realista, tinha consciência dos limites da influência do Brasil na América do Sul. Apesar de gozar de prestígio e respeito dentro e fora do país, lastreados num histórico de sucessos e bom senso diplomático, nunca alardeou desejo de ver seu país exercendo liderança nessa área nem levou a efeito uma política externa agressiva e arrogante escudada em ideais de projeção nacional.

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